UM BALANÇO GERAL SOBRE OS ESPECIAIS.
Olá galerinha da WBS, aqui que vos escreve é o Thiago, aquele presidente chato da emissora e mais chato ainda da comunidade de séries. No final de Dezembro a emissora se comprometeu em lançar 5 episódios paralelos, únicos, em forma de especiais de fim de ano. Obviamente como tudo na vida, houve os famosos imprevistos e dois não puderam ser lançados. Motivo? Bom, pergunte para os autores, seria antiético da minha parte dizer que não conseguiram terminar a tempo... Ops, falei... =D =D
Mas vamos ao que interessa, falarei por cima mais ou menos o que aconteceu em cada especial, no que o autor acertou, no que errou (Sim, porque aqui não temos aquela falsidade de que sendo amiguinho ou da mesma emissora, tudo se torna maravilhoso o que a outra pessoa escreve, arg, como eu tenho nojo dessas coisas), enfim, uma análise geral, mas muito por cima, porque sinceramente, demorei para escrever essa coluna e de fato há coisas que não lembro, sendo que posso considerar minha lida há pouco tempo, mas fazer o que? É a vida...
MONTSHIRE
Convidada pela Jana para escrever, Anne é desconhecida no meio da comunidade, mas já possui em seu currículo uma série chamada THE PUDLE (Me perdoe se escrevi errado) e algumas obras não publicadas. Claro que ela ainda precisa e muito pegar a nosso jeito de escrever, tendo em vista que há uma mistura de forma literária e roteiro, o que sinceramente eu não gosto, mas é obvio que por se tratar da primeira experiência (No nosso costume de escrever), isso só com o tempo se aprimora.
A série trata de uma vila/cidade em que seus habitantes vivem no medo, assombrados por terríveis criaturas, classificados como Lobisomens. Sarah está viajando de moto, cortando caminho pelo lugar. No instante em que é atacada por um desses bichos medonhos, eis que aparece Angelov, para salvar a mocinha. Aí então começa um vai e vem entre os dois até que se revela que ela estava predestinada a estar naquele lugar, onde seu passado revelaria que a mesma se trata de uma herdeira de um castelo e a verdadeira salvadora da pátria.
Não há muito o que descrever sobre o que aconteceu, e nem vou perder tempo fazendo isso (deixa de ser preguiçoso e vá ler o especial), o resultado final chega a ser bastante satisfatório, e direi agora o motivo:
Pontos Positivos:
Fugir do que estamos acostumados, há tempos não lia algo relacionado ao terror, apesar do mesmo ser bem levinho, se comparado com terror de verdade, mas valeu bastante a pena ter acompanhado.
Descrições de cenas, apesar de algumas terem se confundido com livro, foram ótimas, o que contribuíram bastante para que a imaginação aflorasse.
Pontos Negativos:
Por se tratar de uma série em que uma cidade é dominada por lobisomens e seus moradores vivem no pânico, o mais sensato seria habituá-la como uma vila, num tempo em que não existiam motos, televisores, trens, aviões, governo com armas poderosas, e tudo mais. Pois por mais discreto que poderia ser (o que não era, uma pessoa foi atacada apenas por passar ali, e deu entender que todos sabiam dos problemas), é obvio que ninguém em sã consciência permaneceria no lugar, muito provavelmente 99,9% das pessoas teriam se mudado dali. Outra que também que para chamar a atenção, fama, alguém trataria de filmar os bichos, assim a coisa se espalharia no mundo inteiro. E para finalizar essa parte, muito provavelmente o exército viria para capturar ou matar esses monstrinhos comedores de carne humana.
A rapidez como que as coisas foram resolvidas. Se existia um exército de Lobisomens, por que o mesmo não apareceu no final junto com o rei deles, para atacar Angelov e Sarah? Para um confronto entre os dois, Lob e Angelov, o tiro que Sarah deu foi muito fácil, coisa que o próprio Angelov poderia ter feito há muito tempo, sem precisar esperar “a escolhida” aparecer.
No geral foi uma boa escolha e a autora prova que tem potencial, o que falta realmente é experiência nesse formato, que com o tempo vai se aprimorando bastante. Aconselho-a ler bastante séries virtuais roteirizadas, e entrar de cabeça nesse ramo, garanto que no final deste ano, colherá ótimos frutos.
Frozen Tears
Acho que esse foi o comentário mais filosófico da minha parte em todos os tempos (coisa que eu detesto, ou você faz uma review e comenta sobre o epi ou fala da vida como ela é) Mas foi inevitável fazer pelo seguinte motivo... Quando nos deparamos com a morte, um monte de cosias passa por sua mente, e logo é fácil se colocar no lugar dos personagens e fazer daí pensamentos no qual o quanto viver é imprevisível, o quanto a vida é uma gangorra, que sobe para momentos bons e desce para momentos ruins.
Escrito por Janaína Freitas, o especial contou a vida de Cynthia e Virginia, duas pessoas unidas por uma causa, a criança que Virginia está esperando e que será doado a Cynthia para adoção. Após passar mal e perder o bebê, Virginia descobre que está com um grave tumor no cérebro e se recusa a fazer o exames mais detalhados para iniciar o tratamento, alegando que sua vida não valia a pena.
Cynthia então resolve procurar por Claire, irmã de Virginia, em busca de ajuda para convencê-la a se tratar e a partir daí, mergulhamos no passado de Virginia, onde sabemos o porquê de tanta solidão e revolta em si mesma.
Também não vou me prolongar detalhando cada parte do episódio, acredito que somente essa premissa inicial é suficiente para instigar a curiosidade alheia a dar uma olhadinha no mesmo.
O especial cumpriu seu papel de drama, na verdade foi muito mais além, conseguiu emocionar. Como sempre digo, qualquer série, filme, não importando o gênero, para ser considerado bom, tem que saber emocionar em algum momento. Tem que saber buscar dentro do espectador aquele sentimento de satisfação, nos envolver de forma que nos faça refletir e de fato, Frozen Tears conseguiu com glória essa façanha.
Pontos Positivos:
Emoção. Morte em série/filmes/especiais/etc é uma grande forma de buscar emoção (Embora que mesmo utilizando esse método, muita gente não consegue fazer), mas Frozen Tears conseguiu dar um propósito para tudo isso. Bom, não vou me prolongar filosofando novamente sobre os motivos, se quiser, leia minha filosofia de boteco aqui, que você entenderá melhor o que estou dizendo.
Conseguir dar início, meio e fim ao especial, terminando assim de forma bastante satisfatória, sem aquela sensação de “Ué, acabou?, Eita”.
Pontos Negativos:
O tempo. Alguns cortes deram a sensação em que tudo se passou muito corrido, muitas vezes deixando a impressão que não passou de um único dia. Faltou a tela escurecer mais vezes, mostrar a cidade numa visão aérea durante alguns segundos, o sol subir e descer, mostrando que os dias estão passando, essas coisas.
Tirando esse detalhe, no geral foi um ótimo especial, que conseguiu arrancar desconforto (Sabe? Aquele sentimento de puxa, sacanagem meu, depois de ter acertado a vida, a mesma prega-lhe essa peça maldosa) enquanto lia, voltando novamente na palavra que devo ter usado 500 vezes nesse post, soube “emocionar”.
LOSER
Esse foi o que eu mais me animei. Acredito que nunca elogiei tanto à ponto de não conseguir ver defeito em algo, terminei de acompanhar Loser com um sorriso de orelha a orelha, e um sentimento que há esperança de ler algo novo realmente bom.
Comédias não são comuns no meio virtual, já houve tentativas fracassadas da mesma, e nenhuma, digo NENHUMA (A não ser o amigo puxa-saco, obviamente esse vai adorar qualquer porcaria que o outro colocar)conseguiu provocar risos de forma natural, ser forçar a barra, sem apelar para piadas sem nexo e situações debilóides e infantis. Vou mais além na minha chatice, na verdade NENHUMA havia conseguido sequer provocar risos.
Escrever comédia não é fácil, você tem obrigação de fazer o espectador rir e muita vez torna a situação que você coloca nos epis muito mais constrangedoras do que engraçadas. Quando é algo não obrigatório, como em dramas que acaba aparecendo algum personagem com tom cômico e rouba a cena provocando risos, isso é muito mais fácil, pois saiu de forma natural, se foi engraçado é lucro, se não foi, não era a intenção mesmo de ser, então fica o dito pelo não dito.
Mas acompanhando algo em que o gênero comédia é declarado, e você começa a rir das situações hilariantes dos personagens, a única coisa que me remete é elogiar e muito, dar os parabéns e incentivar a ter muitas continuações.
Escrito por Bruno Marinho, não novato no meio, pois tem várias obras escritas, porém não divulgadas, Loser faz jus ao nome, mostrando a vida de John e o quanto ser azarado para ele, é apelido. Num único dia é capaz de acontecer tanta coisa errada que você se pega pensando nas vezes em que aconteceu com você.
Quantas vezes você esperou chover para sair, mas a marvada da chuva não veio, você sai e é então que ela começa?
Ou das vezes em você está com uma roupa chique e derruba algo em uma festa?
E aquela vez que você pisou na poça d’água sem querer?
Pois é, agora imagina uma pessoa que tem esse tipo de azar constante em sua vida, mas sem exagerar na dose? Pronto, temos o especial “LOSER”.
Mais uma vez não irei contar fato por fato do que aconteceu no episódio, pois mais que tudo e para não estragar, quero que o espectador acompanhe as desventuras do nosso fracassado John e sua turma, portanto, se quer algo que realmente te faça rir, com cenas e diálogos ótimos, fica a grande dica, acompanhe LOSER e se possível parabenize o autor, quem sabe isso não o anime a continuar, transformando-a em série?
Pontos Positivos:
Graça. Situações hilárias e diálogos na medida certa.
Personagens carismáticos e atores. Sim, a escolha dos atores caiu como uma luva para os personagens, impossível imaginar os mesmo de outra forma.
Pontos Negativos:
Nenhum. Talvez uma falha de descrição no final numa mistura de cenas e OFF e momentos em que a música diminuía quando não houve trilha nesse epi. Mas convenhamos, passa batido esse tipo de coisa quando somos brindados por algo realmente bom.
Bom, faltaria dois para analisar, mas como os mesmos não foram enviados, terminados a tempo, fica aí a analise desses três e a sensação de que o especial foi um sucesso (Não em termos de comentários, que na verdade foram bons também, pois vale muito mais uma critica sincera, um comentário provando que leu realmente, do que os famosinhos “Adorei” ou “O não sei o que foi MARA”, Arg, maldito inventor desse bordão, nada além disso), no próximo esperamos a colaboração de mais autores, conhecidos e desconhecidos do ramo.
Para você que perdeu, a página dos especiais ficará exposta no índex do site até a próxima atualização e permanentemente os links das exibições em nosso acervo.
Um grande abraço a todos e até a próxima.